jul 31 2017

Maggi mudará estrutura de fiscalização de frigoríficos


O Ministério da Agricultura deve publicar nesta semana uma portaria com mudanças na fiscalização dos frigoríficos. A ideia, segundo contou à coluna o ministro Blairo Maggi, é simplificar o processo de inspeção do abate e de processamento da carne. “Serão várias alterações na estrutura da fiscalização. Os últimos arredondamentos políticos estão sendo feitos.” Na avaliação do ministro, o momento é favorável para mexer na estrutura sanitária, pela necessidade de atacar problemas que surgiram neste ano. Ele se refere à Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, em março, que provocou questionamento da União Europeia, e à suspensão das compras de carne bovina in natura pelos Estados Unidos. Tudo isso trouxe oportunidades para a revisão em procedimentos, diz Maggi.

Contratações. Entre as mudanças já anunciadas pelo Ministério da Agricultura está a contratação temporária de 300 veterinários para fiscalizar frigoríficos. A vacina contra a aftosa, apontada como a causadora de abscessos na carne vetada pelos EUA, também será revista. O Ministério deve enxugar a estrutura da fiscalização, com corte de cargos, muitos deles indicados por políticos. Pode também criar uma corregedoria para investigar possíveis irregularidades praticadas por fiscais.

Portfólio. Fernandes diz que o crescimento virá da maior oferta de produtos em real e em dólar, já que a capilaridade do Itaú garante captação superior à de bancos estrangeiros. Além disso, já é aceita a mesma garantia para custeio de várias safras. Consultoria individualizada em investimentos e operações de hedge também é atrativo do banco.

Agora vai? O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) deve começar obras de expansão e adequação de sua estrutura, que absorverão R$ 540 milhões até 2018. O trabalho deveria ter começado no início do ano mas atrasou por falta de licença ambiental. Outros R$ 550 milhões serão investidos entre 2018 e 2049. Hoje, 93% da carga movimentada no TCP corresponde a carnes e frutos do mar.

Pecuaristas unidos. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) elabora um plano de negócios para pecuaristas de Mato Grosso que pretendem reativar até 15 frigoríficos. A ideia, que tomou corpo após a delação dos irmãos Batista, é diminuir a dependência do setor da JBS, que domina os abates na região.

Cooperativas. O coordenador do Centro de Agronegócios da FGV, Roberto Rodrigues, confirma que a instituição arregaçou as mangas para ajudar os pecuaristas. Para ele, o ideal é aproveitar as cooperativas que já existem e não criar uma nova.

Esalqshow. A Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, em Piracicaba (SP), sedia em outubro evento para fomentar a inovação e o empreendedorismo na agricultura. Luiz Gustavo Nussio, diretor da Esalq/USP, quer debater bioeconomia, integração lavoura pecuária e floresta, controle biológico de pragas e agricultura de precisão.

Hermanos. A AGCO pretende aumentar sua participação no mercado argentino. Em 2016, a fatia da empresa no país era de 32%, e a meta para 2017 é chegar a 40%, disse à coluna o diretor de marketing da empresa para a América do Sul, Alfredo Jobke. No ano até agora, essa participação já está acima de 35% .

Demanda externa. A Aurora Alimentos, de Chapecó (SC), aumentará em 9% o abate diário de suínos nos próximos 12 meses. A operação das quatro plantas será expandida para atender à demanda externa pela proteína. No primeiro semestre o Estado vendeu 43% mais ao exterior.