set 16 2021

Testes fortes pelos compradores, ajustes mais modestos das referências


Enquanto os frigoríficos que exportam testam o mercado do boi gordo, aguardando um posicionamento do nosso maior comprador, a China, o pecuarista recua nas vendas e o ritmo de negócios tem sido pequeno.

O gado que tem sido negociado é principalmente oriundo de confinamento, pela especificidade temporal desses ativos. Em outras palavras, o boi de confinamento tem data para venda, com pouco espaço para alterações.

A China possui a exigência de que o gado seja jovem (até quatro dentes). Com isso, as boiadas com essa característica estão sendo destinadas a outros mercados. Há frigoríficos usando tal oferta para focar em linhas de carnes especiais.

A redução dos abates gera um acúmulo de gado, mas a mesma impossibilidade de prolongamento do período de cocho, que aperta o produtor para vender, impede um acúmulo indefinido de gado.

Se a suspensão se alongar, o cenário menos provável, quanto mais tempo a China ficar fora das compras, menor a disponibilidade de boiadas mais jovens para os estoques do ano novo chinês.

Além disso, será primeiro final de ano com a pandemia controlada, o que deve colaborar com o escoamento doméstico, ainda que haja indicadores deixando a desejar, como a inflação.

Hyberville Neto / Scot Consultoria