set 13 2021

O custo da sustentabilidade deve ser compartilhado entre produtores e consumidores


A crescente demanda por alimento parece um paradoxo ao aumento com relação às exigências sobre sustentabilidade ambiental e inclusão social. Mas não é. Pelo contrário, o mundo está em busca de modelos produtivos que assegurem o alimento, mas que também garantam condições para continuar produzindo.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estima que a produção de alimentos deverá aumentar pelo menos 50% até 2050, um desafio significativo para o curto espaço de tempo.

Paralelamente, estudos sobre mudanças climáticas apontam para um cenário preocupante com relação ao aquecimento global, grandes secas e catástrofes ambientais. Fatores esses que expõem justamente uma das atividades mais vulneráveis às variações climáticas, a agropecuária. Atividade essa, essencial ao desenvolvimento humano, social e econômico do mundo.

O desafio de aumentar a produção de alimentos não é novo e o Brasil já mostrou que é possível fazer isso. Em 1976, o país produzia 46,9 milhões de toneladas de grãos em 37,31 milhões de hectares, 1.258 quilos por hectare. Na safra 202/2021, a previsão é de que sejam colhidas 257 milhões de toneladas em 65,9 milhões de hectares, 3.790 quilos por hectare, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Isso representa um aumento superior a 400% em volume de grãos, de 200% com relação à produtividade e de 76% com relação à área cultiva. Na prática, estamos produzindo mais alimentos com menos recursos naturais, isto é sustentabilidade.

Globo Rural