set 13 2021

Após 10 dias, exportação de carne bovina para China continua suspensa


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou que não há previsão para a retomada das compras de carne bovina brasileira pela China. As exportações para o país ficaram suspensas há 10 dias, quando o primeiro caso suspeito de vaca louca foi notificado em Minas Gerais.

A suspensão das vendas para a China aconteceu desde o dia 4 de setembro em atendimento ao protocolo sanitário firmado entre o país e o Brasil, que determina que a medida seja tomada em caso de identificação da doença.

A China é o principal destino da carne brasileira, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Suspensões como estas são comuns no mercado internacional, afirmou o doutor pela Universitat Hohenheim-Alemanha em economia Paulo Pacheco ao G1 na ocasião da paralisação.

Casos da vaca louca

Os dois casos do mal da vaca louca identificados pelo Ministério da Agricultura ocorreram no início do mês em Belo Horizonte (MG) e Nova Canaã do Norte (MT).

Ambos se tratam da contaminação atípica, que ocorre por uma mutação genética e, portanto, não indica infecção de todo o rebanho.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que foi notificada pelo Ministério da Agricultura, concluiu que eles não representam risco para a cadeia de produção bovina do país.

Os casos não fizeram com que o Brasil perdesse a classificação como país de risco insignificante para a doença.

A doença

A enfermidade é fatal e acomete bovinos adultos de idade mais avançada, provocando a degeneração do sistema nervoso. Como consequência, uma vaca que, a princípio, era calma e de fácil manejo, por exemplo, se torna agressiva, daí o apelido do distúrbio.

Existem dois tipos do animal desenvolver a doença, por uma mutação da proteína príon, no cérebro, no caso atípico, ou por contaminação, ao consumir ração de origem animal.
Humanos também podem ser infectados quando consomem carnes de animais enfermos ou também por meio da mutação.

Em 20 anos de monitoramento da doença, o Brasil nunca identificou a forma mais tradicional, que é quando o animal é contaminado por causa de sua alimentação, diz Vanessa Felipe de Souza Médica-Veterinária, Virologista, Pesquisadora da Embrapa Gado de Corte.

G1