jan 29 2021

CNA quer produtores rurais em grupo prioritário de vacinação contra a covid-19


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) quer que produtores rurais e demais envolvidos na cadeia de produção de alimentos estejam entre os grupos prioritários de imunização contra o coronavírus. A entidade enviou nesta sexta-feira um ofício ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para pedir que eles sejam incluídos nas ações do Programa Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19, do governo federal.

No documento, o presidente da CNA, João Martins, justificou a importância da produção de alimentos e a garantia de abastecimento à população pelo setor agropecuário, considerado como atividade essencial na pandemia pelo Decreto 10.282/2020, do Ministério da Agricultura.

O presidente da entidade destaca a resposta ágil do setor à gravidade do cenário provocado pela pandemia e o enfrentamento dos riscos associados à atividade. “A produção agropecuária não parou. Os produtores rurais adotaram as medidas preventivas à covid-19 e continuaram trabalhando, enfrentando dificuldades logísticas e mercadológicas em um primeiro momento”, disse Martins, em nota.

O presidente da CNA lembrou que os países que tiveram maior êxito na contenção do vírus foram aqueles que adotaram, como ações prioritárias, medidas relacionadas à saúde e à alimentação. Ele também disse que saúde e economia estão conectadas, o que reforça a necessidade de incluir os produtores e demais envolvidos na cadeia de produção de alimentos entre os grupos prioritários na vacinação.

“Queremos garantir que os produtores rurais se mantenham produzindo e continuem contribuindo efetivamente para o equilíbrio econômico e social do país, proporcionando segurança alimentar, gerando empregos e garantindo saldo positivo à nossa balança comercial”, afirmou João Martins.

Segundo ele, a imunização dos produtores rurais brasileiros, que exercem uma atividade considerada essencial à segurança alimentar da população, “certamente proporcionará garantia de abastecimento e maior tranquilidade às populações urbanas, contribuindo também para os esforços do governo para restabelecer a economia com a redução do tempo ativo da pandemia”.

Valor Econômico