set 28 2020

Indústria pressiona, mas pecuarista não cede e boi segue firme


O mercado do boi gordo abriu o primeiro dia da semana em ritmo lento de negócios, refletindo sobretudo a posição de cautela das indústrias frigoríficas, que ainda avaliam o comportamento das vendas de carne bovina durante o último fim de semana.

Independentemente do resultado do consumo apurado nos últimos dias, sabe-se que o escoamento dos cortes bovinos no mercado doméstico continua bastante fraco, refletindo o baixo poder aquisitivo da população (sobretudo neste período final de mês) e a crise atual econômica no País, consequência da pandemia da Covid-19.

“Algumas indústrias tentam oferecer valores mais baixos pelo gado na tentativa de equilibrar suas margens”, relata a IHS Markit. No entanto, a oferta restrita de boiadas terminadas, por sua vez, limita a pressão negativa na arroba, que segue firme nas principais praças pecuárias e oscilando em patamares recordes (preços nominais).

Segundo informações da IHS, nesta segunda-feira, algumas praças do Mato Groso registraram novas valorizações nas cotações do boi gordo, sustentadas, principalmente, pelo posicionamento firme plantas habilitadas para exportação com compromissos mais urgentes.

Em São Paulo, os frigoríficos também enfrentam dificuldades para comprar lotes de animais gordos, e as programações de abate são preenchidas, na maior parte das praças, com gado confinado comprado a termo, seguindo preços balizados pelo indicador Cepea/B3, que encerrou a última semana em R$ 255,65/@.

Previsão de preços

As expectativas de curto e médio prazo ainda apontam para manutenção de patamares firmes no preço da arroba, prevê a IHS. “Com a virada do mês nesta semana e relativa recuperação do consumo doméstico, indústrias devem ter que trabalhar mais ativamente com complementar lacunas em suas as escalas, aumentando a demanda pela boiada para abater”, observa a consultoria. Além disso, o ritmo das exportações de carne bovina segue acelerado, outro fator positivo para o setor.

No atacado

Nos principais atacados brasileiros, a dinâmica de venda de carne ao longo do final de semana foi de estabilidade. A oferta de cortes bovina também segue regulada, reflexo da dificuldade das indústrias em avançar com as escalas de abate. O preço do couro bovino subiu para R$ 5,50/kg nesta segunda-feira.

Confira as cotações desta segunda-feira, 28 de setembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:

boi a R$ 254/@ (prazo)

vaca a R$ 241/@ (prazo)

MS-Dourados:

boi a R$ 246/@ (à vista)

vaca a R$ 236/@ (à vista)

MS-C. Grande:

boi a R$ 245/@ (prazo)

vaca a R$ 235/@ (prazo)

MS-Três Lagoas:

boi a R$ 246@ (prazo)

vaca a R$ 236@ (prazo)

MT-Cáceres:

boi a R$ 237/@ (prazo)

vaca a R$ 226@ (prazo)

MT-Tangará:

boi a R$ 238/@ (prazo)

vaca a R$ 225/@ (prazo)

MT-B. Garças:

boi a R$ 240/@ (prazo)

vaca a R$ 228/@ (prazo)

MT-Cuiabá:

boi a R$ 237/@ (à vista)

vaca a R$ 227/@ (à vista)

MT-Colíder:

boi a R$ 231/@ (à vista)

vaca a R$ 219/@ (à vista)

GO-Goiânia:

boi a R$ 246/@ (prazo)

vaca R$ 236/@ (prazo)

GO-Sul:

boi a R$ 239/@ (prazo)

vaca a R$ 229/@ (prazo)

PR-Maringá:

boi a R$ 244/@ (à vista)

vaca a R$ 231/@ (à vista)

MG-Triângulo:

boi a R$ 250/@ (prazo)

vaca a R$ 236/@ (prazo)

MG-B.H.:

boi a R$ 249/@ (prazo)

vaca a R$ 238/@ (prazo)

BA-F. Santana:

boi a R$ 256/@ (à vista)

vaca a R$ 250/@ (à vista)

RS-Porto Alegre:

boi a R$ 215/@ (à vista)

vaca a R$ 205/@ (à vista)

RS-Fronteira:

boi a R$ 215/@ (à vista)

vaca a R$ 205/@ (à vista)

PA-Marabá:

boi a R$ 250/@ (prazo)

vaca a R$ 244/@ (prazo)

PA-Redenção:

boi a R$ 250@ (prazo)

vaca a R$ 244/@ (prazo)

PA-Paragominas:

boi a R$ 247/@ (prazo)

vaca a R$ 238/@ (prazo)

TO-Araguaína:

boi a R$ 247/@ (prazo)

vaca a R$ 237@ (prazo)

TO-Gurupi:

boi a R$ 247/@ (à vista)

vaca a R$ 235/@ (à vista)

RO-Cacoal:

boi a R$ 242/@ (à vista)

vaca a R$ 232/@ (à vista)

RJ-Campos:

boi a R$ 242/@ (prazo)

vaca a R$ 227/@ (prazo)

MA-Açailândia:

boi a R$ 247/@ (à vista)

vaca a R$ 225/@ (à vista)

Fonte: Portal DBO