set 6 2020

Produção de leite aumenta no Rio Grande do Norte


A pecuária leiteira no Rio Grande do Norte voltou a registrar números positivos nos últimos dois anos. Dados divulgados pelo Anuário do Leite 2020 pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram que o volume do líquido inspecionado saltou de 69 milhões de litros em 2011 para 77 milhões de litros no ano passado, perfazendo aumento de 11,54% no período.

As informações mais recentes sobre a produção de leite por Estados, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativos ao ano de 2018 mostram que a produção de leite no Rio Grande do Norte cresceu 14,78% em comparação com 2017 – de 239 milhões de litros para 279 milhões de litros nos anos analisados.

O secretário de Estado do Planejamento e das Finanças, Aldemir Freire, destacou a importância da cadeia leiteira no RN em apresentação feita recentemente durante o anúncio do reajuste do valor pago pelo litro do leite aos produtores locais que fornecem ao Programa do Leite. Na apresentação intitulada ‘Estruturação e Fortalecimento da Pecuária Leiteira do RN’, Aldemir Freire ressaltou que a produção agropecuária potiguar gerou R$ 3,2 bilhões em 2018 (dados mais atuais do IBGE) e entre os principais produtos do setor mais a aquicultura estão: camarão (R$ 609.703 milhões); cana de açúcar (R$ 553.907 milhões) e leite (R$ 452.648 milhões).

Na ocasião, Freire pontuou o que é necessário para a pecuária leiteira potiguar evoluir nos próximos 10 anos. “A atividade se insere no conjunto de medidas que o Estado está tomando para retomar a economia. Incentivando a pecuária estamos trabalhando para a recuperação da economia do RN. Temos o maior número de produtores, e maior disseminação geográfica”, explicou Freire.

Para ele, incentivando a “Aliança Produtiva do Leite” no pós pandemia, o Rio Grande do Norte poderá aquecer sua economia e recuperar índices positivos de desenvolvimento e geração de emprego e renda. Ações como o melhoramento genético, feito pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn) e inspeção sanitária e certificação pelo Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (Idiarn) farão mudanças significativas.

Fonte: Tribuna do Norte