ago 21 2020

Nunca precisamos tanto de marketing no agro como agora


Marketing é uma filosofia de administração que coloca no centro das decisões corporativas, com ou sem fins lucrativos, os corações e mentes dos seres humanos. Marketing envolve a integração de todas as áreas de ciências humanas e exatas na luta pelas percepções dos cidadãos, clientes e consumidores.

Um geneticista é um profissional com responsabilidades de marketing ao pensar, propor e investir em pesquisas para uma nova semente, ou genética animal. Da mesma forma um engenheiro mecânico no desenvolvimento de novas máquinas. Não importa qual a sua profissão, se você não compreender o composto estratégico mercadológico terá dificuldades para obter êxito.

A ministra Tereza Cristina tem enfatizado a importância da comunicação para o sucesso brasileiro doravante. E quando ela diz: “o agronegócio cresceu mais do que a nossa comunicação”, ela está falando que o lado do produto, vendas, logística, produção, ciência e tecnologia cresceram, o país se transformou num dos cinco maiores do mundo. Porém, no item comunicação, luta pelas percepções humanas não realizamos um bom trabalho.

Philip Kotler, o pai do marketing, dizia que podemos compreender o que é marketing em poucas horas. Mas que levaremos uma vida para mergulhar em todas as suas sutilezas e minúcias. E o aspecto fundamental nisso será guardar e estabelecer regras claras que separem o marketing ético da farsa, do engano, do autoengano e das falcatruas mal intencionadas de fato.

No Brasil, professores sábios como Marcos Cobra (FGV), Francisco Gracioso (ESPM), legados como de Raimar Richers (FGV) dentre outros nomes emblemáticos nos ensinaram a diferença entre administração de marketing versus serviços de marketing. E o quanto ainda confundimos e interpretamos erroneamente a função de Marketing, ao escutarmos expressões como: “ah isso não passa de marketing!”. Obviamente o tal do “marketing político” tem contribuído para destruir a importância desse estudo e dessa carreira. Não existe marketing político, existe propaganda política. Assuntos muito diferentes.

Mas agora precisamos de marketing ético, fundamentado na escola originada nos legados de personalidades como Peter Drucker, Kotler, Theodore Levitt e vários brasileiros sérios que não cometem a ignorância de afirmar que fazem “marketing digital” numa organização química, mecânica ou qualquer outra que não seja de fundamento de negócios digitais propriamente dito. Ou mais ainda que se autoenganam curtindo likes num processo parecido com automedicação, fazendo “autocomunicação”.

Nessa área da comunicação, a reputação e a credibilidade dos emissores ao lado das mídias exercem papel crítico de sucesso para a eficácia da mensagem junto aos receptores definidos como targets. Olhar os mercados internacionais e definir para eles um plano de comunicação será útil desde que os outros ingredientes de uma operação de negócios tenham já uma realidade implementada superior ao nível da sua percepção.

Exemplos? Todos envolvendo os produtos brasileiros que ganharam mercados mundiais nos últimos 20 anos. Temos realidades maiores do que as percepções conquistadas. Pesquisa realizada pela Onglobalstrategy, da Europa, sobre as proteínas animais do Brasil na China revelaram o quanto temos de oportunidades para a conquista de percepções positivas.

Não somos percebidos. Ponto final. Porém, somos admirados: “vocês, brasileiros, são corajosos, guerreiros. São do outro lado do mundo, tem dificuldades, mas competem com países ricos e conseguem colocar seus produtos aqui na China!” Que orgulho não? Só falta o poder da emoção com criação e veiculação.

Criamos o programa (veja PDF clicando aqui EAD-BIO_Folder_Consumidor) para tratar com velocidade esses ângulos. Nunca o Brasil e o nosso agronegócio precisou tanto de marketing e da sua comunicação ativada como agora e doravante. E nas empresas? Será vital Ou deciframos database marketing, agricultura de precisão, segmentação capilar e criamos projetos de impacto comunicacional LEAN, ou seremos devorados pelos mais ágeis e modernos.

Fonte: Blog Jovem Pan