ago 10 2020

ABPA comenta relação entre Brasil e China


Após a epidemia de peste suína africana assolar o plantel chinês e o país aumentar os índices de importação, muito se questiona se a atual dependência dessa relação poderá afetar os exportadores de carnes brasileiras. Contudo, como defendeu o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, a situação não é uma questão isolada e não deve preocupar os frigoríficos nacionais.

“A China está comprando porque precisa e vai pagar, mas é uma situação diferente do que aconteceu com a Rússia. Até porque não apenas o Brasil, mas todos os grandes mercados têm na China um importante comprador”, defendeu Santin.

De acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), só a China foi responsável por 48,8% das exportações brasileiras de carne suína e 16,8% das exportações de carne de frango durante o primeiro semestre de 2020.

Neste cenário, o presidente da ABPA acredita que o país asiático continuará a ser um grande mercado para a importação de carne suína, mesmo que a recomposição do rebanho ocorra em 2025, prazo esperado pelo país oriental.

“Se a China lograr voltar aos 54 milhões de toneladas [de produção de carne suína] em 2025, ainda assim vai precisar 56 milhões de toneladas de carne suína [para consumo]. A importação tende a diminuir, mas não deve parar”, afirmou.

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