dez 13 2019

Com novas áreas, BrasilAgro eleva investimento




A aquisição da Agrifirma, que atua no desenvolvimento de terras, vai se refletir no balanço da BrasilAgro a partir da safra 2020/21, cujo plantio começa no segundo semestre do próximo ano. A informação foi dada ontem, durante um evento com investidores, pelo presidente da empresa, Andre Guillaumon.

De acordo com ele, uma área entre 12 mil a 13 mil hectares que pertencia à Agrifirma entrará em produção em 2020/21. A empresa recém-adquirida pela BrasilAgro tem um total de 28,9 mil hectares.

“A incorporação não muda muito a nossa produção neste ciclo [2019/20], porque boa parte da safra já está plantada. Uma pequena parte foi cultivada, entre 3 mil e 4 mil hectares, mas a maior parte vai entrar em produção na safra que vem”, disse o executivo.

A BrasilAgro anunciou a assinatura do acordo de incorporação da Agrifirma Holding em 22 de novembro. O negócio, que ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), inclui duas propriedades no oeste da Bahia com aptidão para grãos e pecuária.

Sem contar as novas áreas, a BrasilAgro tem 213 mil hectares, dos quais 142,2 mil hectares serão cultivados em 2019/20, considerando também pastagem e cana-de-açúcar - aumento de 5,4% ante à safra passada. A companhia estima produzir 298 mil toneladas neste ciclo.

No atual cenário de juros baixos, a empresa pretende ampliar os investimentos também em áreas que já tinha no Brasil e no Paraguai. Os aportes devem ser feitos observando o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda), que não pode ultrapassar 2 vezes. Segundo o presidente da BrasilAgro, esse índice está atualmente em 1 vez. “Temos espaço para isso”, disse.

“As taxas de juros atuais abrem espaço para sermos agressivos e tomarmos mais dívidas para aquisições e investir nas propriedades - para pisarmos um pouco no acelerador, mas de forma comedida”, acrescentou o exexutivo. A dívida da BrasilAgro totaliza R$ 257,4 milhões.

A empresa também prevê manter a receita com venda de terras entre R$ 90 milhões e R$ 100 milhões por ano. Vendas na Bahia e Mato Grosso podem ocorrer, disse Guillaumon.

Valor Econômico