dez 3 2019

Captalys eleva a aposta em crédito ao produtor rural


A Captalys, que atua da estruturação de fundos de recebíveis e gere ativos que somam R$ 2,5 bilhões, está ampliando sua aposta no setor de agronegócios no país.

Por meio de uma parceria com a startup PagAgro, a gestora colocou à disposição dos agricultores brasileiros mais R$ 120 milhões, que podem ser contratados a taxas que variam de 1,2% a 1,6% ao mês, no limite de R$ 12 milhões e com prazo de pagamento equivalente ao período de duração de suas safras.

A parceria marca a estreia da PagAgro no mercado, conforme sua sócia-fundadora, Larissa Pomerantzeff. A executiva é ex-CFO da subsidiária brasileira da Syngenta, multinacional de sementes e agroquímicos de origem suíça que é controlada pela ChemChina.

Segundo ela, o papel da PagAgro no negócio é simplificar o processo de financiamento, por meio de uma análise de crédito digital mais ágil do tomador do crédito e do registro eletrônico das duplicadas envolvidas no processo. Com isso, o prazo de aprovação da operação, que pode levar meses, cai para alguns dias.

É o segundo modelo de negócios voltado a produtores rurais implantado pela Captalys neste ano. No primeiro, a companhia se associou com a startup Indigo e lançou um fundo, também de R$ 120 milhões, para transações que envolviam a aquisição de sementes de soja da parceira americana.

Na nova associação, as transações são estritamente financeiras. “As parcerias estão no nosso DNA. Queremos alinhar produtos de acordo com as necessidades de nossos clientes”, afirmou Margot Greenman, sócia-fundadora e CEO da Captalys, ao Valor.

Se o dinheiro envolvido na operação estruturada entre Captalys e Indigo (divididos entre as duas empresas) já se esgotaram, a expectativa é que o mesmo aconteça no negócio entre Captalys e PagAgro (fomentado apenas com recursos da gestora) - até o fim deste ano, afirmaram.

Mas novas rodadas de financiamentos estão por vir. Em três anos, afirmou Larissa, o objetivo é que seja possível disponibilizar R$ 1 bilhão por safra aos agricultores. “Com a queda dos juros na economia, as oportunidades estão crescendo no setor de agronegócios, que é muito relevante para o país”, afirmou Margot.

Valor Econômico