nov 29 2019

Exportações devem bater recorde no próximo ano


Impulsionadas pela demanda da China, as exportações brasileiras de carne bovina devem bater recorde em 2020, conforme projeções divulgadas ontem pelo Rabobank. O Brasil já é o maior exportador global, à frente de Estados Unidos, Austrália e Canadá.

Conforme as projeções do banco, os frigoríficos brasileiros devem exportar 2,39 milhões de toneladas em 2020, aumento de 10,6% ante as 2,08 milhões de toneladas projetadas para este ano. As vendas externas de 2019 já devem aumentar 3,8% ante o ano passado. A China responde por mais de 30% das exportações de carne bovina do país.

Ontem, em coletiva, o analista do banco Wagner Yanaguizawa, disse que a epidemia de peste suína africana na China deve continuar estimulando a demanda por carne.

“O vírus não foi controlado e não será no curto prazo”, disse o analista. De acordo com o Rabobank, a produção de carne suína na China deverá recuar 25% neste ano, uma queda de 13 milhões de toneladas. Para o ano que vem, a queda acumulada deve ser da ordem de 12,5%, de acordo com o banco holandês. O país asiático é o maior consumidor de carne suína, respondendo por 50% da produção.

A demanda chinesa também deve ajudar a sustentar o crescimento das exportações brasileiras de carne de frango e carne suína. O Rabobank estima que os frigoríficos brasileiros exportarão 3,9 milhões de toneladas de carne de frango no próximo ano, incremento de 2,6% ante as 3,7 milhões de toneladas previstas para este ano.

No caso da carne suína, mercado no qual o Brasil é o quarto maior exportador, a expectativa do Rabobank é que as exportações aumentem 14,5% em 2020, passando das 828 mil toneladas projetadas para este ano para 948 mil toneladas. A China também é o maior destino.

Valor Econômico