nov 5 2019

Exportação brasileira da proteína bateu recorde em outubro


Puxadas pela China, as exportações de carne bovina do país bateram novo recorde mensal em outubro, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pala Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). Segundo a entidade, os embarques dos frigoríficos somaram 185,5 mil toneladas, 15% a mais que no mesmo mês de 2018, e renderam US$ 808,4 milhões, aumento de 30% na mesma comparação.

O recorde está diretamente relacionado à China. Em setembro, o país asiático liberou as compras de carne bovina de 17 frigoríficos brasileiros, ampliando o número de unidades autorizadas a exportar para 32. Outubro foi, portanto, o primeiro mês completo dos novos frigoríficos habilitados. Nesse cenário, as exportações de carne bovina para a China renderam US$ 373,3 milhões em outubro, mais de 40% do total. O volume embarcado atingiu 65,8 mil toneladas.

A forte demanda chinesa por carne bovina tem relação com a epidemia de peste suína africana, que já provocou uma redução da ordem de 40% do plantel de porcos do país, o maior do mundo. Uma mudança de hábitos alimentares em razão da doença e o fato de que não há no mundo oferta suficiente, neste momento, para que a China compense essa queda com importações, tem motivado um incrementos expressivo do consumo de outras proteínas (como carnes de frango e bovina, além de pescados) naquele país.

Assim, de janeiro a outubro deste ano, as exportações brasileiras de carne bovina somaram quase 1,5 milhão de toneladas e renderam US$ 5,8 bilhões, com crescimentos de 9,9% e 7,5%, respectivamente, na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. “Os resultados mostram a consolidação da carne brasileira nos principais mercados internacionais”, afirma o presidente da Abiec, Antônio Jorge Camardelli, em comunicado.

Valor Econômico