ago 15 2019

Vendas de sêmen cresceram 19% no semetre


O mercado brasileiro de genética bovina completa mais um período de ótima performance e fecha o primeiro semestre de 2019 com 19,1% de aumento nas vendas gerais de sêmen, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado é um dos destaques do balanço de mercado
publicado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA). Foram comercializadas 6.090.104 doses contra as 5.114.601 doses verificadas na primeira metade de 2018. A maior elevação foi registrada nas raças de corte, com 3.757.526 de doses vendidas, aumento de 27,9%. Nas raças leiteiras, também houve melhora, com 2.332.578 de doses, 7,2% acima do período
anterior.

“Na genética de corte, estamos acompanhando um crescimento que se mostra constante e
sustentável. São cinco semestres consecutivos, e com números no patamar de dois dígitos. O que
é um indicativo de que o setor cresce como um todo. E prova de que o uso da genética na
Pecuária de Corte está consolidado, atraindo cada vez mais novos usuários na adoção da
técnica”, analisou Sérgio Saud, presidente da ASBIA.

No total de vendas de sêmen para Corte por estado, o destaque foi para o Mato Grosso, com
19,7% da comercialização. Em segundo, ficou Mato Grosso do Sul, com 15,6%, com o Pará na
terceira posição, com 11,3%. Na sequência, vieram Goiás (10,2%), Rio Grande do Sul (6,1%),
Minas Gerais (5,7%), Rondônia (5%), Tocantins (4,5%), São Paulo (4%), Paraná (3,5%) e Outros
(14,4%). Já no Leite, o total apresentou Minas Gerais, com 31,5% das vendas, seguido do Rio
Grande do Sul, com 15,6% e Paraná, com 13,7%. Em seguida, marcaram presença no ranking
Santa Catarina (12,1%), Goiás (7,6%), São Paulo (6,1%), Bahia (2,4%), Ceará (1,7%), Mato
Grosso (1,3%), Mato Grosso do Sul (1,1%) e Outros (6,7%).

As exportações também conseguiram emplacar seis meses bem positivos nas vendas, avançando
21,3% sobre o primeiro semestre do ano passado, com 168.270 doses, contra 138.713 doses do
período anterior. O total embarcado no Corte foi de 66.461 doses (no primeiro semestre de 2018
foi de 55.964 doses) e o de Leite 101.809 doses (82.749 doses no primeiro semestre do ano
passado).

Outros bons números vieram na importação de sêmen, que cresceu 53,9% sobre 2018. No Corte,
entraram no Brasil 2.066.112 de doses, melhor performance dos últimos cinco anos, mais do que o
dobro do alcançado no primeiro semestre de 2018, que foi de 963.674 de doses. Na importação
de sêmen de Leite, foram 1.869.151 doses, também superior ao primeiro semestre do ano
passado, quando foram importadas 1.593.775 doses.

Um volume pouco menor do que o recorde do primeiro semestre de 2015, quando se alcançou
1.917.997 doses. “A importação teve um bom desempenho como consequência do momento
positivo vivido pelo segmento como um todo. É natural que a Indústria comece a se preparar para
a Estação de Monta, ajustando a oferta necessária para atender as fazendas”, pontuou o
executivo da entidade.

A produção também fechou bem o primeiro semestre de 2019, com total de 4.209.516 de doses,
resultado 17,7% sobre o primeiro semestre de 2018. Já o balanço geral do movimento de sêmen
no Brasil mostra uma entrada de 8.144.779 de doses, 32,8% a mais do que no mesmo período do
ano passado, que ficou em 6.135.272. Foram 3.935.263 de doses de sêmen importado nesta
metade de ano.

O presidente a ASBIA reforçou que a expectativa para o segundo semestre é muito boa já que os
números apontam para outra estação bastante aquecida, com uso de touros melhoradores, da
Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) como ferramenta principal na utilização da genética
melhoradora. “Tudo indica, também, uma alta na procura pelo cruzamento industrial, com o uso
expressivo de animais como Angus, Brangus e Senepol. São raças que vão crescer neste
segundo semestre”, acrescentou Saud. Com informações do Agrolink.

Pecuaria.com.br