jul 19 2019

Genética, ambiente e disponibilidade de forragem pavimentam caminho para o sucesso do manejo nutrici


Em episódio da série Embrapa em Ação exibido no Giro do Boi desta sexta, 19, o pesquisador Ezequiel do Valle, que atua na unidade Gado de Corte, em Campo Grande-MS, relacionou as alternativas que o pecuarista tem na parte da nutrição para implementar as Boas Práticas Agropecuárias dentro de sua porteira.

“A maneira mais econômica que existe para o produtor para o ganho de peso dos animais é o uso adequado das pastagens”, iniciou do Valle, ponderando que tudo depende de manejar bem as forrageiras no verão para que, no inverno, elas possam ter carga aliviada com uso de feno, semiconfinamento ou confinamento.

Para garantir alívio às pastagens no período crítico do ano, o pesquisador disse que a integração da lavoura com a pecuária se consolidou como boa opção para reduzir os custos com a reforma ou recuperação dos piquetes. “Se ganha dos dois lados. Logicamente que o produtor deve ter orientação técnica”, mencionou.

Para todos os casos, Ezequiel do Valle avisou que o produtor deve estar pronto para colocar todas as opções no papel e descobrir a alternativa mais viável para suplementar o uso do pasto. “Depende de contas”, resumiu. O pesquisador reforçou que o pecuarista deve utilizar o pasto ao máximo no período de maior disponibilidade (chuvas) e, na entressafra, sempre buscar as estratégias evitar o famigerado “efeito sanfona”, que desperdiça recursos previamente investidos em nutrição.

Outro ponto imprescindível para o sucesso do manejo nutricional dentro das Boas Práticas Agropecuárias, adicionou Ezequiel, é a seleção dos animais utilizados dentro do sistema. “Não adianta você investir em animal que não dá resposta, então a parte de melhoramento genético, a seleção de reprodutores que possam transmitir à sua progênie melhores ganhos de peso faz parte deste contexto também”, afirmou. “Genética, ambiente e disponibilidade de forragem”, resumiu do Valle.



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