jun 12 2019

Férias coletivas, abates alternados e compras mínimas permitem frigoríficos suprir atacado


O mercado do boi gordo está com as negociações paradas em função da proibição das exportações de carne bovina para a China e os grandes frigoríficos estão fora das compras ou estão pressionando os preços balcão. Diante desse cenário, o mercado interno está recebendo semanalmente um volume de 12 mil toneladas de carne que seria destinada para o país asiático.

De acordo com o Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone, Caio Toledo Godoy, o mercado está baseado em expectativas sobre quando terá a liberação das exportações para a China. “Tem muitas especulações sobre datas, sendo que alguns falam que a partir da sexta-feira tenha algo positivo e outros acreditam que deve demorar mais de trinta dias”, comenta.

O consultor ainda salienta que os pequenos pecuaristas provavelmente não vão conseguir manter os animais no pasto por muito tempo, porém os grandes devem conseguir devido ao fluxo de caixa e contam com estoque de ração. Com relação as escalas de abate, as indústrias em São Paulo estão trabalhando com as escalas de abate relativamente curtas com 6,7 dias úteis.

“Eu não sinto a preocupação dos frigoríficos na tentativa de alongar as escalas de abate justamente pelo o receio de comprar um animal caro e vender uma carne barata. Por mais que a margem dos frigoríficos está no campo positivo, os produtos que seriam destinados para a China vão para o mercado atacadista e os cortes dianteiros tende a sofrer com os preços”, aponta.

Atualmente, as referências para o mercado do boi no estado de São Paulo estão próximas de R$ 146,00/@ a R$ 148,00/@. Já no estado de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a arroba está cotada ao redor de R$ 135,00/@. No estado de Minas Gerais, os preços giram em torno de R$ 144,00/@.

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