jun 4 2019

Brasil suspende exportação de carne bovina para a China após caso de ‘vaca louca’


O Ministério da Agricultura anunciou nesta segunda-feira (3) a suspensão das exportações de carne bovina para a China após um caso de “vaca louca” ser registrado em Mato Grosso. Segundo o governo, a medida é “automática” e faz parte de um acordo sanitário assinado com as autoridades chinesas.

Em 2015, o Brasil se comprometeu a suspender as exportações quando houver risco após alguma doença ser detectada. O Ministério da Agricultura destacou, no entanto, que a suspensão é temporária, “protocolar”, e que não há risco sanitário no território brasileiro.

A doença da “vaca louca”, cientificamente conhecida como encefalopatia espongiforme bovina, foi detectada em uma vaca de 17 anos, que já havia sido abatida. Segundo a nota, todo o material “de risco específico para a doença” foi removido e incinerado.

O ministério afirmou que “derivados do animal foram identificados, localizados e apreendidos preventivamente, não havendo ingresso de nenhum produto na cadeia alimentar humana ou de ruminantes”. A pasta destacou que não há “risco para a população” e que a classificação para a doença não será alterada e continuará como “insignificante” no país.

De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, a China é o principal mercado para carne do Brasil em faturamento e o segundo em volume. Dados da entidade mostram que, no ano passado, os embarques de carne bovina para a China somaram 322 mil toneladas, o que equivale a praticamente 1 bilhão e quinhentos milhões de dólares.

Balança comercial

Também nesta segunda-feira, foi divulgado que a Balança Comercial brasileira registrou um superávit de 6 bilhões e 400 milhões de dólares em maio. Para o secretário de Comércio Exterior substituto do Ministério da Economia, Herlon Brandão, o resultado retrata um melhor desempenho econômico.

“A balança comercial é resultado das vendas de bens produzidos no Brasil e no exterior e da compra de bens importados. Tivemos crescimento dos dois fluxos”, disse. “Isso mostra uma certa melhora da economia, ao contrário do que vinha acontecendo nos últimos meses”, explicou Brandão.

No mês encerrado na última sexta-feira, as exportações chegaram à casa dos 21 bilhões de dólares, enquanto as importações totalizaram quase 15 bilhões de dólares.

A compra de produtos importados cresceu 7,8% em relação ao ano passado.

De janeiro a maio, a balança comercial acumula saldo positivo de 22 bilhões e 800 milhões de dólares, o que representa uma queda de 6,8% em relação ao mesmo período de 2018.

Jovem Pan