mai 24 2019

Marfrig vê habilitação mais próxima


A demanda excepcional da China por carnes alterou o planejamento de vendas da Marfrig Global Foods, disse ontem Miguel Gularte, executivo responsável pelas operações da empresa na América do Sul, em entrevista a jornalistas que participaram de uma visita ao complexo da companhia em Itupeva (SP).

Para se apropriar dos aumentos quase diários dos preços pagos pelos importadores chineses - o país asiático sofre com a escassez devido ao surto de peste suína africana -, a Marfrig aumentou os estoques e reduziu o volume de vendas já comprometido em alguns dias.

Com isso, a companhia consegue aproveitar os preços mais altos carnes, fechando os contratos gradualmente e à medida que os preços da carne sobem, justificou Gularte. Além disso, a apreciação do dólar perante o real também favorece as margens de lucro na Marfrig nas exportações, acrescentou o CEO da Marfrig, Eduardo Miron, que também acompanhou a visita.

Os executivos da Marfrig se disseram bastante confiantes com as autorizações da China para que mais unidades da companhia possam exportar. De acordo com eles, é possível que Pequim autorize mais frigoríficos brasileiros a exportar já na próxima semana.

Ontem, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que fechou uma lista de 30 frigoríficos (de bovinos, aves e asininos) a ser entregue para os chineses avaliarem. (ver Ministério busca ampliar número de frigoríficos aptos a exportar à China). Nessa lista, há quatro abatedouros de bovinos que já foram avaliados por Pequim, e portanto, estão mais perto de uma habilitação. Nessa lista, há uma planta da Marfrig, em Tangará da Serra (MT); uma da Minerva Foods, em Rolim de Moura; uma da Cooperfrigu, em Gurupi (TO); e uma do Barra Mansa, em Sertãozinho (SP).

No caso da Marfrig, também há chances de habilitação da planta de Bataguassu (MS), ainda que a prioridade neste caso seja menor.

Valor Econômico