jan 4 2017

Grupo do Brasil não completa cota de exportação de carne bovina para EUA


O Brasil terá chance de abocanhar uma parte maior nas exportações de carne fresca bovina para os Estados Unidos neste ano.

O grupo de países do qual o Brasil pertence completou apenas 76,5% da cota que tinha direito de exportações para os Estados Unidos no ano passado.

O Brasil não tem uma cota específica como Austrália, Argentina e Uruguai, mas está incluído em um grupo denominado "outros", onde estão listados vários países.

O volume liberado pelos Estados Unidos com taxas favoráveis de importação para esse grupo é de 64,8 mil toneladas. Desse volume, apenas 49,6 mil toneladas foram enviadas para o mercado norte-americano no ano passado.

As exportações podem superar o volume determinado pelas cotas, mas terão taxas mais elevadas na hora da entrada do produto em território dos Estados Unidos.

A Austrália, que tem uma cota de 378 mil toneladas, exportou 418 mil toneladas em 2015. No mesmo período, o Uruguai enviou 39 mil toneladas, apesar de ter uma cota de 20 mil toneladas.

A Argentina, com uma cota de 20 mil toneladas, há muitos anos não exporta para o mercado norte-americano. Os vizinhos esperam recomeçar as exportações de carne fresca para os Estados Unidos neste ano.

A notícia de que os países pertencentes ao grupo do Brasil não têm carne suficiente para completar a cota pode significar uma abertura maior do mercado dos EUA para os brasileiros.

O mercado norte-americano, porém, deverá ter um cenário diferente neste ano, em relação aos dos dois últimos.

Até 2013, os Estados Unidos tinham saldo positivo na balança comercial de carne bovina. A partir de 2014, sentiram os efeitos da redução do rebanho e da seca dos anos anteriores. O resultado foi uma escassez de carne.

A partir deste ano, a oferta interna de carnes melhorará. Os dados divulgados na semana passada pelo Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicam que novembro foi um período recorde de produção.

O país somou 2,04 milhões de toneladas de carne vermelha, atingindo 20,9 milhões de janeiro a novembro, 4% mais do que em igual período anterior.

Se for acrescida a produção de carnes de aves, o volume produzido pelo país sobe para 40,4 milhões de toneladas nos 11 primeiros meses do ano passado, 3% mais do que em 2015.

A produção de carne de frango lidera de longe, atingindo 17,2 milhões de toneladas no período, 2% mais do que em igual período de 2015.

A produção de carne suína, que somou 1 milhão de toneladas em novembro, acumulou 10,3 milhões no ano.

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Fibria - A empresa, líder mundial na produção de celulose de eucalipto, emitiu duas séries de CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) no valor de R$ 1,25 bilhão.

*Vencimentos - * Uma série, com vencimento em cinco anos, tem volume de R$ 755,7 milhões e taxa de 99% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). A segunda, com vencimento em sete anos, tem volume de R$ 494,2 milhões e taxa de IPCA, mais 6,1346% ao ano.

Açúcar - O açúcar teve um período de alta no ano passado, conforme acompanhamento de preços do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). No final de outubro e início de novembro, a saca de 50 quilos superou R$ 100, maior valor nominal da série histórica. Em termo reais, se aproximou aos de março de 2011.

Etanol - O etanol também foi marcado por preços em alta em 2016. De abril a dezembro, o etanol hidratado teve média de R$ 1,6425 por litro, enquanto o anidro ficou em R$ 1,8164, os valores mais elevados das últimas quatro safras, em termos reais.

Cítricos - A baixa produção de laranja, a demanda aquecida e os estoques baixos nas indústrias deram impulso aos preços dos cítricos no Estado de São Paulo. E o ano passado foi marcado por preços recordes tanto no segmento industrial como no mercado "in natura", aponta o Cepea.