out 2 2018

Bancada ruralista anuncia apoio a Bolsonaro


A bancada ruralista do Congresso Nacional, uma das de maior força política nos últimos anos, confirmou nesta terça-feira apoio ao candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. A notícia foi antecipada um dia antes pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.

O apoio foi selado nesta terça-feira pela presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Tereza Cristina (DEM-MS), que esteve reunida com Bolsonaro, na casa do deputado, no Rio de Janeiro. Ele voltou para lá no dia anterior após receber alta do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Bolsonaro ficou internado por três semanas após levar uma facada em ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

Em nota, a FPA diz que, com o apoio ao candidato líder até agora nas pesquisas de intenção de voto, a bancada atende ao "clamor do setor produtivo nacional, de empreendedores individuais aos pequenos agricultores e representantes dos grandes negócios".

Ao todo, a bancada reúne 234 deputados federais e 27 senadores.

O posicionamento dos ruralistas - inédito em campanhas presidenciais - acontece após grande pressão de entidades do agronegócio, que por sua vez também vinham recebendo forte apelo de produtores rurais por todo o país para que a bancada da agropecuária também declarasse apoio a Bolsonaro.

O candidato do PSL já é o preferido do setor há meses, mas as entidades vinham se reservando a não declarar apoio explícito.

"Certos de nosso compromisso com os próximos anos de uma governabilidade responsável e transparente, uniremos esforços para evitar que candidatos ligados a esquemas de corrupção e ao aprofundamento da crise econômica brasileira retornem ao comando do nosso país", afirmou a FPA no comunicado.

Cada vez mais isolado politicamente, Alckmin mostrou irritação ao comentar o anúncio. “A manifestação é desrespeitosa. Eu sou agricultor e não fui consultado. Os deputados e senadores também não foram consultados. Com quem eles falaram? É uma coisa individual, extemporânea, fora de hora. Lamento profundamente, afirmou Alckmin, após encontro com sindicalistas da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Fonte: Valor Econômico