mai 2 2018

Destaque mundial para o RenovaBio


Participei nesta semana em Nova York da 12ª edição da “Santander ISO Datagro Nova York Sugar & Ethanol Conference”. Foi uma grande oportunidade para mostrarmos ao mundo o valor da nossa cana-de-açúcar e os ganhos trazidos pelo RenovaBio - destacando a implementação, competividade, objetivos e desafios que se colocam para o Brasil.



O ISO Datagro é um dos vários grandes eventos realizados em Nova York nesta semana envolvendo o futuro do mercado do açúcar e de biocombustíveis. Participei também de encontros sobre o setor no Consulado Brasileiro e na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

Foi o lugar propício para essa apresentação porque reuniu representantes da comunidade internacional de produtores, comerciantes, corretores, investidores e do mercado financeiro em geral. Todos os players em um só lugar discutindo as principais questões das indústrias globais de açúcar e etanol, debatendo melhorias, ideias, inovações e soluções.

Foi muito importante levar o RenovaBio ao evento técnico oficial do New York Sugar Dinner. Desde sua primeira edição, a Conferência se tornou uma tradição estabelecida no calendário global do setor.

Para se ter uma noção da importância do evento, no ano passado, mais de 450 líderes de 22 países se reuniram para um dia intenso de palestras e debates com os mais renomados especialistas dos mercados de açúcar e etanol do mundo.

É uma alegria e enorme responsabilidade levar o RenovaBio para este momento para destacar mundialmente nosso etanol. Mostrei como o uso deste combustível oriundo da cana-de-açúcar pode diminuir as emissões de gases causadores do Efeito Estufa, por exemplo.

É um ganho totalmente alinhado aos compromissos assumidos pelo Brasil em 2015 na conferência do clima em Paris. Defendi a necessidade de uma maior valorização deste combustível considerando seu menor potencial poluidor.

A implantação do RenovaBio amplia a produção de etanol de 30 bilhões de litros para 50 bilhões de litros por safra, substituindo até 55% do uso da gasolina e até 20% do diesel fóssil pelo biodiesel.

Consequentemente, isso traz uma geração de empregos, desenvolvimento de polos regionais e crescimento econômico e social aliado à sustentabilidade. De acordo com a Datagro, cada tonelada de cana gera R$ 10.260 por hectare, ficando à frente da soja (R$ 3.460), do milho (2.420) e da pecuária (R$ 1.093).

Importante lembrar que, diferentemente de medidas tradicionais, não propõe a criação de imposto sobre carbono, subsídios, crédito presumido ou mandatos volumétricos de adição de biocombustíveis a combustíveis.

Até 2030, a estimativa é de que o RenovaBio impulsione um investimento de R$ 500 bilhões, com a geração de mais de um milhão de novos empregos. Representará uma verdadeira mudança positiva aos 1.600 municípios brasileiros que cultivam a cana-de-açúcar, atividade que está presente em 330 das 645 cidades paulistas.

A utilização dos biocombustíveis deverá representar uma economia de US$ 45 bilhões em importações para o Brasil. Com a produção de mais 54 bilhões de litros de etanol, o dobro do que hoje é gerado, a emissão de CO2 será reduzida de 166 para 45 gramas de CO2 equivalente por quilômetro (g CO2 e/Km).

Mas ainda temos desafios a serem enfrentados, como ampliar a produção e a necessidade da renovação dos canaviais, com variedades de produtividade maior e mais resistentes a pragas e doenças e ao estresse hídrico.

Precisamos também focar cada vez mais nas pesquisas rumo ao etanol de segunda geração, o etanol 2G, que demonstra a versatilidade da cana-de-açúcar. É preciso também implementar a reforma trabalhista para garantir segurança a quem está envolvido neste processo.

Temos todas as condições para cumprir as metas e vencer os desafios. Foi isso que defendi para o mundo todo neste evento. Tenho certeza de que conseguiremos muito sucesso com o RenovaBio.

É a hora definitiva dos biocombustíveis!